A Verbena officinalis, também conhecida como verbena comum ou verbena-comum, e não a lúcia-lima, pertence à família Verbenaceae. Embora a verbena e a lúcia-lima sejam espécies completamente diferentes, a lúcia-lima é uma espécie distinta. Além disso, existem diversos tipos de verbena, como a verbena-azul (Verbena hastata) e a verbena-branca (Verbena urticifolia).
Qual a aparência da verbena? A planta é uma perene delgada com folhas serrilhadas e minúsculas flores lilás pálidas em espigas sem folhas. O local onde ela cresce.
Embora tenha se naturalizado em várias regiões do mundo, incluindo a América do Norte, a verbena é provavelmente originária da Europa, especificamente da região do Mediterrâneo.
Diversas nações e povos nutriram, ao longo da história, veneração pela verbena, incluindo os druidas, persas, egípcios, gregos, romanos e os seguidores escandinavos de Thor.
Era considerada uma erva divina no antigo Egito e dizia-se que brotava das lágrimas da deusa Ísis, que ela teria derramado após a morte do deus Osíris.
Os ramos de verbena eram usados para purificar os altares dos templos, pois os romanos e os gregos também a consideravam uma planta altamente reverenciada e sagrada.
Alega-se também que Hipócrates, um médico grego, sugeriu o uso da Verbena Officinalis para tratar febre e peste.
Como a verbena officinalis é um conhecido estimulante uterino, geralmente não é recomendada para mulheres grávidas. No entanto, historicamente, tem sido usada para induzir o parto durante as duas últimas semanas de gravidez.
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Somente pessoas grávidas ou com doenças crônicas devem usar Verbena Officinalis sob a orientação de um profissional qualificado.
Qual a aparência da verbena? É uma planta perene e delicada, com folhas serrilhadas e minúsculas flores lilás-claras em espigas sem folhas. Onde é cultivada? A verbena se naturalizou em outras partes do mundo, incluindo a América do Norte, mas é muito provável que seja nativa da Europa, especificamente da região do Mediterrâneo.
As partes aéreas da Verbena officinalis, ou seja, as partes da planta que crescem acima do solo, são utilizadas na medicina. Sabe-se que essas partes, especificamente as folhas e flores, contêm substâncias vegetais ativas como glicosídeos (verbenina), alcaloides, taninos, princípios amargos e óleo volátil. As propriedades antiespasmódicas, antipiréticas (redutoras da febre) e diuréticas da verbena são atribuídas a esses componentes químicos da planta.
Embora atualmente não existam interações medicamentosas ou efeitos colaterais adversos bem estabelecidos com a verbena (Verbena officinalis), o uso em doses elevadas não é aconselhável. Antes de combinar qualquer medicamento com verbena, consulte sempre o seu médico.
Sabe-se que a verbena-azul (Verbena hastata) interfere nos efeitos de medicamentos para hipertensão. A terapia de reposição hormonal também pode ser afetada. Em doses elevadas, podem ocorrer vômitos e diarreia.
Os chás são um excelente método para consumir ervas em pequenas doses, especialmente se você nunca utilizou tratamentos à base de ervas. Existem diversas maneiras alternativas de obter Verbena Officinalis caso não goste do sabor do chá. É claro que, se tiver dúvidas sobre como utilizar um tratamento à base de ervas, consulte sempre um especialista.
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4 benefícios da verbena para a saúde (Verbena Officinalis)

1. Anti-inflamatório
Como costumo salientar, a inflamação é a principal causa da maioria das doenças. Inúmeros problemas de saúde frequentes, persistentes e até mesmo graves podem ser resolvidos reduzindo-se a inflamação no corpo. A capacidade da verbena de reduzir a inflamação, tanto interna quanto externamente, está entre suas principais vantagens.
Em estudos publicados, foram examinados os efeitos de diversos extratos de verbena (extraídos de diferentes maneiras) quando administrados oralmente a animais.
Os resultados do estudo revelaram que todos os extratos de verbena “induzem um grande efeito anti-inflamatório”. Além disso, os extratos demonstraram capacidade de reduzir danos gastrointestinais.
Outro estudo foi realizado e demonstra que a aplicação tópica de verbena pode ter benefícios anti-inflamatórios e analgésicos.
2. Alivia a ansiedade
Os potenciais benefícios da verbena no sistema neurológico foram examinados em uma pesquisa publicada em 2016. Neste estudo, foram utilizados animais.
Foi demonstrado que o extrato bruto de verbena aumenta as respostas convulsivas. Além disso, aumentou a duração do sono dos pacientes e reduziu o tempo necessário para adormecerem..
Os resultados do estudo sugerem que a Verbena Officinalis apresenta ações anticonvulsivantes, ansiolíticas e sedativas, o que fornece suporte científico para sua aplicação medicinal em diversas doenças neurológicas, como epilepsia, ansiedade e insônia.
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3. Fortalece os dentes e a gengiva.
A verbena tem sido usada há séculos para melhorar a saúde das gengivas. Os antigos celtas, por exemplo, a utilizavam em um enxaguante bucal para tratar problemas gengivais.
Adicione 2 colheres de sopa de verbena a 1 xícara de água fervente. Deixe em infusão até esfriar (como se estivesse preparando um chá). Depois disso, você pode usar como enxaguante bucal.
O uso de enxaguante bucal de verbena para melhorar a saúde gengival tem algum respaldo científico? Sim, tem. Uma decocção de verbena (basicamente um enxaguante bucal de verbena) foi testada em pacientes com gengivite crônica generalizada, um tipo de doença gengival, em um ensaio clínico randomizado duplo-cego publicado em 2016. Todos os participantes usavam fio dental e escovavam os dentes.
O grupo de teste também usou enxaguante bucal de verbena para limpar a boca. O grupo que usou verbena apresentou melhorias impressionantes tanto no Índice Gengival (IG) quanto no Índice de Placa (IP), o que é uma boa notícia, pois pontuações mais baixas nesses índices indicam gengivas mais saudáveis.
De forma geral, os resultados mostraram aos pesquisadores que a verbena pode tratar a gengivite generalizada crônica sem causar quaisquer consequências adversas.
4. Antibacteriano
Segundo estudos, a erva Verbena Officinalis possui propriedades antibacterianas e antimicrobianas. Enquanto uma substância antimicrobiana pode matar e impedir a transmissão de bactérias, fungos e alguns vírus, uma substância antibacteriana pode impedir o crescimento de bactérias ou eliminá-las.
O óleo essencial de verbena foi investigado como um potencial substituto para pesticidas químicos convencionais em um estudo científico publicado em 2016. Os pesquisadores descobriram que, de forma dose-dependente, o óleo essencial de verbena foi eficaz na inibição do crescimento de algumas doenças indesejáveis em plantas e em humanos.
Como a resistência aos antibióticos é um problema crescente na sociedade atual, os cientistas precisam investigar alternativas naturais aos antibióticos.
Outra investigação realizada em 2017 analisou os efeitos terapêuticos da mistura de quatro ervas, incluindo a verbena, com medicamentos para tratar a bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).
Embora sejam necessárias mais pesquisas, os pesquisadores descobriram que a Verbena officinalis é uma erva com propriedades antibióticas e antibacterianas, contendo componentes bioativos que podem ter potencial para auxiliar no combate a doenças resistentes a medicamentos, como o MRSA.
Evidências científicas e estudos de caso sobre a verbena (Verbena officinalis)
1. Ansiedade e Sedação: Um estudo conduzido por Khan e outros. avaliaram os efeitos ansiolíticos e sedativos de Verbena officinalis extrato em camundongos. Os resultados mostraram que o extrato aumentou significativamente o tempo gasto nos braços abertos durante o teste do labirinto em cruz elevado e prolongou a duração do sono induzido por diazepam, sugerindo que possui potentes propriedades calmantes, provavelmente mediadas pelo sistema GABAérgico.
2. Atividade anti-inflamatória e analgésica: Pesquisa de Calvo e outros. Investigou-se a atividade anti-inflamatória e analgésica tópica de extratos de verbena. O estudo constatou que os extratos reduziram significativamente o edema (inchaço) e inibiram a resposta à dor em modelos animais, atribuindo esses efeitos à presença de glicosídeos iridoides e fenilpropanoides na planta.
3. Efeitos anticonvulsivantes: Uma investigação de Rashidi e outros. examinou a atividade anticonvulsivante de Verbena officinalis O extrato da folha foi testado em camundongos com convulsões induzidas quimicamente. Os resultados demonstraram que o extrato retardou significativamente o início das convulsões e reduziu sua duração, indicando seu potencial como tratamento adjuvante para condições neurológicas como a epilepsia.
4. Cicatrização de feridas: Um estudo de Casanova e outros. Avaliou-se o potencial cicatrizante do extrato de verbena em células de fibroblastos. A pesquisa revelou que o extrato estimulou a proliferação e migração celular, processos essenciais na reparação tecidual, confirmando o uso tradicional da erva no tratamento de feridas leves e abrasões cutâneas.
5. Propriedades antibacterianas: Pesquisa de Hernandez e outros. Analisou-se a eficácia antimicrobiana de extratos de verbena contra diversas cepas bacterianas. Os dados indicaram que o extrato apresentou atividade inibitória significativa contra bactérias Gram-positivas, particularmente contra bactérias Gram-positivas. Staphylococcus aureus, o que sugere sua utilidade como agente antisséptico natural.
Valor nutricional da verbena (Verbena officinalis)
1. Verbenalina:
Este glicosídeo iridoide é um dos principais compostos ativos da verbena. É em grande parte responsável pelos efeitos indutores do sono da erva, pois ajuda a acalmar o sistema nervoso e induzir o relaxamento.
2. Verbascosídeo: Um poderoso glicosídeo fenilpropanóide encontrado na planta. O verbascosídeo atua como um potente antioxidante e anti-inflamatório, ajudando a eliminar os radicais livres e a proteger as células do estresse oxidativo e dos danos.
3. Hastatosídeo: Semelhante à verbenalina, o hastatosídeo é um iridoide que contribui para as propriedades sedativas da erva. É frequentemente citado como um componente chave na capacidade da planta de auxiliar em um sono profundo e reparador.
4. Flavonoides (Luteolina): A verbena é rica em flavonoides, como a luteolina. Esses compostos atuam como antioxidantes e demonstraram possuir propriedades neuroprotetoras e anti-inflamatórias, contribuindo para a saúde cerebral em geral.
5. Taninos: As partes aéreas da planta contêm taninos, que conferem propriedades adstringentes. Esses compostos ajudam a tonificar os tecidos e a reduzir a inflamação das membranas mucosas, tornando a verbena útil para dores de garganta e problemas digestivos.
6. Mucilagem: A verbena contém mucilagem, uma fibra solúvel que se transforma em gel quando misturada com água. Isso proporciona um efeito calmante e emoliente no revestimento da garganta e do estômago, ajudando a aliviar irritações e tosses.
7. Triterpenoides: A planta contém triterpenoides como o ácido ursólico. Esses compostos são conhecidos por suas atividades anti-inflamatórias e hepatoprotetoras (proteção do fígado), auxiliando os processos naturais de desintoxicação do organismo.
Perguntas frequentes sobre a verbena (Verbena officinalis)
1. Verbena é a mesma coisa que erva-cidreira?
Não, Verbena officinalis (Verbena comum) é uma erva amarga usada medicinalmente, enquanto Aloysia citrodora (Lemon Verbena) is aromatic and used primarily for flavor and scent.
2. A verbena ajuda a dormir?
Sim, contém compostos como a verbenalina, que possuem propriedades sedativas, tornando-se um remédio natural popular para insônia e inquietação.
3. O uso de verbena é seguro durante a gravidez?
Não, a verbena é um estimulante uterino conhecido e era tradicionalmente usada para induzir o parto, portanto deve ser evitada durante a gravidez para prevenir aborto espontâneo ou parto prematuro.
4. Qual o sabor do chá de verbena?
O chá de verbena comum tem um sabor muito amargo e terroso, por isso é frequentemente misturado com hortelã, mel ou outras ervas aromáticas para torná-lo mais palatável.
5. A verbena pode ajudar com as oscilações de humor?
Sim, é considerado um tônico para o sistema nervoso, que o fortalece e é tradicionalmente usado para tratar depressão leve, ansiedade e tensão relacionada ao estresse.
6. A verbena interage com medicamentos para pressão arterial?
Sim, altas doses de verbena podem interferir na regulação da pressão arterial e na ação de medicamentos, por isso é importante consultar um médico antes de usar.
7. Como a verbena é usada para a saúde das gengivas?
Devido ao seu teor de taninos adstringentes e às suas propriedades anti-inflamatórias, é frequentemente utilizado como enxaguante bucal para tratar sangramento nas gengivas e gengivite.
8. A verbena é tóxica para animais de estimação?
Embora não seja altamente tóxica, a ingestão de grandes quantidades pode causar problemas estomacais em animais de estimação; ela é diferente das flores de jardim “verbena roxa”, algumas das quais podem ser mais tóxicas.
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Isenção de responsabilidade: Este artigo tem fins meramente educativos e informativos. Os benefícios para a saúde descritos baseiam-se em pesquisas científicas e conhecimentos tradicionais. Não substituem o aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Consulte sempre um profissional de saúde antes de utilizar qualquer erva ou remédio natural para fins medicinais.
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